
A Morte Segundo Estácio de Saa
Poesia · 1968 · Rio de Janeiro
Livros de Portugal
Publicado durante o período brasileiro do autor.
Da crítica
«A Morte Segundo Estácio de Saa» é um raro e belo testemunho da angústia urbana de hoje. (...) Ironia analítica de uma sociedade de consumo que aliena o homem, visão apocalítica de um mundo que sossobra obcecado na «razão histórica» das coisas: o feiticismo das mercancias. Todas as ideologias arguciosas e fiscais dos seus adeptos levam a sua conta nesta confissão inexorável. Mas o valor poético do livro não é inferior à «mensagem». O lirismo de Joaquim Ferrer esconde na violência da verdade a ternura do homem (...).
Humor que corrói os versos de «A Morte Segundo Estácio de Saa», essa catársis do homem inspirado graças à intervenção do homem lúcido (...)
No nosso panorama cria ele [A Morte Segundo Estácio de Saa] um espaço próprio e introduz uma voz de fantasia lírica a que somos pouco afeitos e uma visão quase burlesca do real (...) em que o poeta mesmo se envolve (...) Superiores os poemas de puro delírio satìricamente lírico (...) Visão que passa ('Quebrei já tanta Coisa') e passa com sucesso e sem se confundir com eles, nos meridianos de Sá-Carneiro, Álvaro de Campos e Manuel Bandeira. Inegável originalidade a que não é fácil encontrar essas «fontes» ou paralelos a que os críticos gostam de recorrer quando os poemas lhes põem problemas...
«A Morte Segundo Estácio de Saa» chega-nos como um eco lírico de uma personalidade sempre original, inquieta e largamente humana.